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Apresentação
 

Desenho de Affonso Eduardo Reidy


O Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, mais conhecido como Pedregulho, fica localizado no bairro de Benfica, no Rio de Janeiro e encontra-se em processo de tombamento pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Projetado em 1947, o Conjunto do Pedregulho é um marco da arquitetura moderna internacional. Desenvolvido sob ótica pioneira que colocou a preocupação social com as famílias como aliada da sua concepção física, tem projeto de arquitetura de Afonso Eduardo Reidy, contando ainda com painéis de Anísio Medeiros, Candido Portinari e Roberto Burle Marx, este último também autor do projeto de paisagismo do sítio.

Ocupado por famílias de baixa renda e abandonado à própria sorte por muitos anos, o Conjunto Pedregulho encontra-se em precário estado de conservação, já que muitas de suas características originais foram modificadas, colocando em risco a preservação desse patrimônio artístico de inestimável valor.


Sensibilizada com este quadro, a direção da CEHAB-RJ, em julho de 2002, tomou a iniciativa de criação do CONSELHO PRÓ RESTAURAÇÃO DO CONJUNTO RESIDENCIAL MENDES DE MORAES (PEDREGULHO), que utiliza o espaço deste site para divulgar suas iniciativas, conquistar apoios e patrocínios e mostrar a importância de preservar essa grande obra da arquitetura brasileira.



Conselho Curador Pró Restauração do Conjunto Residencial Mendes de Moraes

Objetivos:

  • Reunir projetos, bibliografias, relatos depoimentos, dados sócio-econômicos, jurídicos e outras informações sobre o Conjunto Mendes de Moraes - Pedregulho;

  • Estudar, desenvolver e propor medidas, eventos, planos e projetos dirigidos à recuperação, restauro e regularização fundiária, imobiliária e urbanística do Conjunto do Pedregulho;

  • Organizar, acompanhar e participar da execução dos eventos propostos;

  • Divulgar a importância do Conjunto do Pedregulho e angariar apoio no meio público e privado para viabilizar a realização dos eventos propostos;
     

Composição:

  • CEHAB-RJ

  • IPHAN

  • INEPAC

  • FUNDAÇÃO LEÃO XIII

  • AMA PEDREGULHO

  • SPU

  • ARQUITETO ALFREDO BRITO

  • DGPC - PREFEITURA DO RIO

 

Ficha Técnica

  • Nome: CONJUNTO RESIDENCIAL PREFEITO MENDES DE MORAES ou CONJUNTO PEDREGULHO

  • Localização: RUA CAPITÃO FÉLIX, 50, MORRO DO PEDREGULHO , SÃO CRISTÓVÃO, RIO DE JANEIRO

  • Projeto de Arquitetura: AFFONSO EDUARDO REIDY;

  • Projeto Paisagístico: ROBERTO BURLE MARX;

  • Painéis Artísticos: PORTINARI, BURLE MARX, ANÍSIO MEDEIROS;

  • Histórico: CONJUNTO HABITACIONAL CONSTRUÍDO EM 1947, PELO DEPARTAMENTO DE HABITAÇÃO POPULAR DO DISTRITO FEDERAL, DESTINADO AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS; ENCONTRA-SE SOB ADMINISTRAÇÃO DA CEHAB-RJ DESDE 1978;

  • Importância: PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARQUITETÔNICO DE PROJEÇÃO INTERNACIONAL, TOMBADO PELO MUNICÍPIO, EM PROCESSO DE TOMBAMENTO PELO IPHAN - INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL

  • Características:
    Física: 3 BLOCOS DE APARTAMENTOS SENDO

    • BLOCO A - 7 PAVIMENTOS, 260 M DE EXTENSÃO, LOCALIZADO A MEIA ENCOSTA, 272 APARTAMENTOS E PAVIMENTO INTERMEDIÁRIO DE USO COMUM - ESTADO DE CONSERVAÇÃO PRECÁRIO, EM OBRAS EMERGENCIAIS DE RECUPERAÇÃO SENDO EXECUTADAS PELA CEHAB-RJ;

    • BLOCOS B1 E B2 - 80 M DE EXTENSÃO, COM 56 UNIDADES HABITACIONAIS CADA - ESTADO DE CONSERVAÇÃO RAZOÁVEL;

    • 01 ESCOLA PARA 200 ALUNOS, COM GINÁSIO DE ESPORTES E PISCINA OLÍMPICA - ESTADO DE CONSERVAÇÃO BOM, RECUPERADO PELO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, ADMINISTRADOR DA ESCOLA;

    • 01 POSTO DE SAÚDE - FECHADO - ESTADO DE CONSERVAÇÃO PRECÁRIO;

    • COOPERATIVA/LAVANDERIA - DESATIVADOS, IMÓVEL SOB ADMINISTRAÇÃO DA FUNDAÇÃO LEÃO XIII - ESTADO DE CONSERVAÇÃO PRECÁRIO;

    • TERRENO COM 52.142 M2, E TAXA DE OCUPAÇÃO DE 17,3%.

    Social: 384 FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA OCUPAM AS UNIDADES RESIDENCIAIS E POSSUEM APENAS UM TERMO DE OCUPAÇÃO PRECÁRIO FORNECIDO PELA CEHAB-RJ; OS MORADORES REALIZARAM MODIFICAÇÕES NOS APTOS SEM RESPEITAR O VALOR HISTÓRICO DA EDIFICAÇÃO. EXISTE UMA ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO CONJUNTO PEDREGULHO BASTANTE ATUANTE E OS MORADORES EM GERAL TÊM VONTADE DE COLABORAR; ELES REIVINDICAM A REFORMA DO PRÉDIO.

    Situação Fundiária: TERRENO DE PROPRIEDADE DA UNIÃO, CUJA TITULARIDADE O ESTADO DO RIO DE JANEIRO REIVINDICA DESDE 1981, COM O OBJETIVO DE REGULARIZAR A OCUPAÇÃO DAS UNIDADES PELOS MORADORES; O PROCESSO N 0168.001614/81-5 ENCONTRA-SE EM FASE FINAL NA SPU - SUPERINTENDÊNCIA DE PATRIMÔNIO DA UNIÃO (AGOSTO/02);

     

Affonso Eduardo Reidy

Formado na Escola Nacional de Belas-Artes em 1930, fez parte da geração que teve papel decisivo na renovação da arquitetura brasileira, ao lado de Lúcio Costa, Oscar Niemeyer.
Trabalhou com Alfredo Agache no Plano Urbanístico do Rio de Janeiro e posteriormente como arquiteto municipal na Prefeitura do Distrito Federal,

Alguns Projetos Importantes:

  • Albergue da Boa Vontade, projeto de vanguarda de 1931, a primeira obra modernista do Rio;

  • Aterro do Flamengo,

  • Museu de Arte Moderna

  • Conjunto Residencial de Pedregulho

  • Participou da equipe dos Cinco que projetaram o Ministério de Educação, ao lado de Niemeyer, Lucio Costa, Carlos Leão, entre outros.

     

Regularização Fundiária

  • O terreno do Conjunto Pedregulho é de propriedade da União, cuja a titularidade o Estado do Rio de Janeiro reivindica desde 1981;

  • A CEHAB-RJ administra o conjunto desde 1978;

  • CEHAB RJ está acompanhando o processo 0168.001614/81-53 (principal-raiz) e 10768004099/85-91 (anexo), que solicita a transferência do imóvel para o Estado do Rio de Janeiro, a fim de promover a regularização fundiária e imobiliária do mesmo;

  • O processo em questão encontra-se na Superintendência de Patrimônio da União, desde setembro de 2001, estando agora em fase final de cadastramento na listagem de bens da União.


Lista de Amigos e Apoio

Dê o seu apoio à restauração do Conjunto Pedregulho. Pessoas físicas e jurídicas, públicas e privadas que reconhecem a importância desse patrimônio artístico e social podem apoiar assinando a Lista de Adesão, dando seu depoimento, oferecendo serviços, patrocinando ações e eventos.


Financiadores/Patrocinadores

O Comitê Executivo deverá indicar os parâmetros para desenvolvimento de um projeto cultural para captação de recursos junto às grandes empresas privadas que investem na cultura brasileira, considerando os benefícios fiscais existentes em lei. Esse projeto está em elaboração.


Biografias

  • Biografia do arquiteto AFFONSO EDUARDO REIDY

    A linha modernista da arquitetura brasileira alçou vôo internacional no traço arrojado de Affonso Eduardo Reidy, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, os responsáveis pela renovação e transformação do trabalho nacional no setor.

    Naturalizado brasileiro, Reidy nasceu em 1909, em Paris. Seu pai era inglês e a mãe brasileira, filha de arquiteto italiano. Fixou residência no Rio de Janeiro, onde cursou arquitetura, entre 1926 e 1930, na Escola Nacional de Belas Artes. Seu trabalho sofreu forte influência de Le Corbusier, Gropius e de Mies Van der Rohe.

    A carreira de Reidy foi marcada, em seus extremos, por dissidências sociais. A revolução que conduziu Getúlio Vargas ao poder em 1930, coincidiu com o seu ingresso no serviço público. Seu trabalho se estendeu até 1964, quando o país sofreu o Golpe Militar, ano de sua morte. Exerceu sua atividade profissional por 30 anos, como funcionário da prefeitura do então Distrito Federal, onde ingressou em 1932, através de concurso público. Por este motivo, pouco foi acionado pela iniciativa privada. Com a inspiração a serviço do poder governamental, ficou conhecido pelo seu engajamento às questões sociais. Paradoxalmente, seu primeiro projeto publicado foi “Residência para Milionário”.

    Foi colaborador de Alfredo Agache, urbanista francês, na elaboração do Plano Urbanístico do Rio de Janeiro. A parceria foi interrompida pela Revolução de 1930, mas alguns projetos da ação conjunta, foram adaptados e aproveitados nos anos seguintes. A urbanização da Esplanada do Castelo, em 1938, é um bom exemplo da influência daquela época, embora também apareça a contribuição de Le Corbusier, seu mestre no projeto do prédio do Ministério da Educação e Saúde.
    A obra de Reidy foi sempre voltada para aproveitamento dos espaços de forma econômica. Toda sua trajetória foi delineada por participações em concursos públicos. Muitos de seus projetos, embora vitoriosos, jamais foram executados.

    A política de aproveitamento do espaço, considerando a natureza e a paisagem do local onde seriam construídos seus projetos, outra característica marcante do arquiteto,que lembra um pouco a arquitetura orgânica de Frank Loyd Wright, pode ser observada com clareza na condução do Complexo do Pedregulho, onde também está evidente a preocupação com o homem. O complexo habitacional é a primeira experiência onde ele expressa que habitar não se resume à vida no interior de uma casa. Para ele é necessário o engajamento com o espaço externo, onde são instalados serviços complementares à vida familiar. A habitabilidade do conjunto não se atém somente a aspectos físicos como a instalação das redes de água e de iluminação, mas sobressai também pela preocupação com o ensino, a saúde e o lazer.

    A construção sobre pilotis proporcionou áreas abrigadas para crianças, além de garantir a ventilação a todos os prédios. Outra preocupação foi a de minimizar a insolação, instalando-se quebra-sol nas faces mais castigadas, onde não foi viável assegurar a ventilação transversal.

     

  • Biografia BURLE MARX

     A história do paisagismo brasileiro se confunde com a vida de Roberto Burle Marx. Ele integra o grupo de notáveis que contribui para modificar, a partir de 1930, as artes, a arquitetura, a engenharia e o paisagismo no país.

    Roberto Burle Marx nasceu em São Paulo, em 1909.Ainda menino muda-se para o Rio de Janeiro, cidade que adota como morada, até o final da vida, em 04/07/1994. Aos 19 anos, em curso de especialização de desenho, na Alemanha, Burle Marx encanta-se com as plantas tropicais em visita ao Jardim Botânico de Dahlen. Quando retorna ao Rio de Janeiro, inicia pesquisa da flora brasileira e passa a cultivar, colecionar, e classificar mudas na encosta do morro atrás da sua residência.

    O primeiro trabalho do iniciante em paisagismo é resultado de encomenda do arquiteto e amigo Lúcio Costa. Utilizando seus conhecimentos de artista plástico ele revoluciona, projetando o jardim com a estética da pintura abstrata, substituindo as cores dos pincéis pelo cromo das plantas.
    A inovação de Burle Marx, utilizando plantas tropicais em seus trabalhos, em princípio, não é bem aceita pelos seguidores do estilo europeu. Nos jardins brasileiros predominavam azaléias, camélias, magnólias e nogueiras.

    Burle Marx acompanha o processo humanista que as artes assumem a partir dos anos 30 e a revolução que experimenta a arquitetura mundialmente. Seu estilo segue a linha da escola alemã Bauhaus, que agrega todas as transformações mundiais.

    Neste período, um grupo de jovens arquitetos e artistas brasileiros, seguidores da corrente francesa liderada por Le Corbusier, entre eles, Oscar Niemayer, Lúcio Costa e o naturalizado Affonso Eduardo Reidy, destacam-se no cenário nacional.

    A arquitetura brasileira passa a utilizar materiais alternativos como o aço, o vidro e concreto o que, praticamente, obriga mais arrojo no entorno de suas obras. O paisagismo precisa acompanhar a tendência inovadora. Burle Marx passa, então, a percorrer o país em busca incessante de novas espécies da flora brasileira. O “homem jardim”, por força de suas pesquisas, transforma-se em botânico autodidata. É o primeiro a chamar a atenção para a necessidade do homem preservar o meio ambiente. A natureza passa a ser religião. O verde, uma obsessão.

    Apesar da dedicação ao paisagismo, Burle Marx é um artista completo. Pau pra toda obra, ele também adquire projeção como pintor, designer, arquiteto, artista plástico e tapeceiro. Como hobby, ainda canta música lírica, para os mais íntimos. Mas o carro chefe de sua obra é mesmo o paisagismo. É com ele que atinge notoriedade internacional. Seus projetos espalham-se pelos cinco continentes.

    Apesar do sucesso mundial a sua paixão sempre foi o Brasil, em especial, o Rio de Janeiro. Suas obras estão espalhadas pelos cartões postais da cidade; Largo da Carioca, orla do Leme, calçadão de Copacabana, jardins suspensos do outeiro da Glória e em sua menina dos olhos, o Aterro do Flamengo.

    O artista assina ainda obras conjuntas com Oscar Niemayer e Lúcio Costa como o Parque da Pampulha, em Minas Gerais, os jardins de Brasília e os do Parque Ibirapuera, em São Paulo.

    Com Affonso Eduardo Reidy ele divide talvez o único projeto habitacional popular. O Complexo do Pedregulho, no conjunto Prefeito Mendes de Moraes, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. Burle Marx é o responsável pela proposta humanista de integração do espaço externo aliado ao habitat dos apartamentos dos prédios. Além do paisagismo ele presenteia a comunidade com sua criatividade, instalando um painel na escola pública do conjunto. No centro de atividades, dotado de instalações médicas, piscina olímpica e quadras de esporte, um outro painel destaca-se pela grandiosidade de um outro artista; Cândido Portinari empresta maestria ao empreendimento, onde brilham as estrelas de Reidy e do eterno Burle Marx.

     

  • Biografia de Cândido Portinari

    Filho de imigrantes italianos, Cândido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, em Brodoswki, no Estado de São Paulo. Sua vocação artística aflorou ainda na infância. De origem humilde, até matricular-se na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, já aos 15 anos de idade, cursara apenas o primário.

    Portinari ganha uma viagem à Paris, em 1928, ao conquistar o prêmio da Exposição Geral de Belas-Artes. Permanece na Cidade Luz todo o ano de 1930. Ao retornar ao país, em 1931, estimulado pela saudade do Brasil, começa a retratar o povo brasileiro em suas telas.

    Em 1935 seu trabalho adquire projeção internacional com a menção honrosa da exposição do Carnegie Institute de Pittsburgh, nos Estados Unidos, com a tela Café, retratando uma colheita do produto em sua região de origem. Em 1939, ele pinta três grandes painéis para o pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Neste mesmo ano, o Museu de Arte Moderna de Nova York adquire a sua tela O Morro. No ano seguinte, expõe individualmente no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York. Na mesma cidade, o pintor participa ainda da mostra de arte latino-americana, no Riverside Museum. Portinari consolida a sua imagem nos Estados Unidos, no final da década de trinta.

    A temática social de suas obras aparece com sua tendência muralista. Essa característica fica evidenciada nos painéis do Monumento Rodoviário, na estrada Rio-São Paulo, pintado em 1936, e nos afrescos do edifício do Ministério da Educação e Saúde, realizados entre 1936 e 1944.

    Sob o impacto da 2ª Guerra Mundial e influenciado pela Guernica, obra de Picasso, inicia uma série bíblica, pintando oito painéis, em 1943. A convite do arquiteto Oscar Niemeyer ele executa, em 1944, o mural São Francisco e a Via Sacra, na Igreja da Pampulha, em Minas Gerais. O nazi-facismo da 2ª Guerra reforça a tendência social e trágica de seu trabalho, aflorada nas séries Retirantes e Menino de Brodoswki, período entre 1944 e 1946, quando filia-se ao Partido Comunista Brasileiro. Ele candidata-se a deputado em 1945 e a senador, em 1947. Em 1946, volta a Paris para expor pela primeira vez em solo europeu, na Galerie Charpentier, que lhe valeu a comenda Légion d!Honneur do governo francês. Em 1947 é a vez dos salões Peuser, de Buenos Aires e da Comissão Nacional de Belas Artes, em Montevidéu, receberem suas obras.

    No exílio, por motivos políticos, no Uruguai, em 1948, o artista pinta a Primeira Missa no Brasil, encomenda do Banco Boavista brasileiro. Em 1950, recebe a medalha de ouro do Júri do Prêmio Internacional da Paz, reunido em Varsóvia, pelo painel Tiradentes, pintado no ano anterior, enfocando a epopéia do mártir brasileiro em sua luta contra o colonialismo português.

    Após pintar A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia, em 1952, adquirido pelo Banco da Bahia, inicia estudos para a elaboração dos painéis Guerra e Paz, que seriam oferecidos pelo governo brasileiro à Organização das Nações Unidas. Concluídos em 1956, os maiores painéis de toda a sua obra (14x10m cada), estão expostos no hall da sede da ONU, em Nova York.

    A década de cinqüenta é marcada por exposições internacionais. Em 1955, recebe medalha de ouro da Internacional Fine-Arts Council de Nova York, como melhor pintor do ano. No ano seguinte executa tournée em Israel a convite do governo daquele país, onde realiza desenhos inspirados na criação do Estado Israelense. Expostos depois em Bolonha, Lima, Buenos Aires e Rio de Janeiro.

    Portinari foi o único artista brasileiro a participar da mostra em comemoração aos 50 anos de Arte Moderna, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958.

    Cândido Portinari morreu no dia 06 de fevereiro de 1962, quando reunia 200 obras para expor em Milão, a convite da Prefeitura daquela cidade italiana, vítima de intoxicação pelas tintas que usava em seus trabalhos. Pintou a morte, um pouco a cada dia de sua existência que, tanto encantou os povos de todos os continentes.


     


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